março 27, 2009

Mal-traduzida

Uso, para cada palavra, uma outra,
Eu não sei falar de amor,
Então eu falo do tempo que passa,
Das coisas que me fazem rir,
Dos infundados medos que crio,
Das pequenas dores que sinto,
Das solitárias vezes que choro,
Das histórias de rodapé da vida,
Das escolhas que me distorcem,
Das distorções que me fundamentam,
Eu tenho falado,
E em cada pouca ou muita coisa que eu digo,
Tenho metaforizado minha forma de amor,
O meu formato de amar,
Eu sempre deixei o amor subliminado,
Até me subliminar toda
Em sua metáfora mal-traduzida,
Com medo do dia em que  me pudessem interpretar.


Nathalie Cristen,
Primeiro ano de Letras (UEG)

março 24, 2009

Fonte Ocultada

De que fonte ocultada emana
o fluxo da minha vida?
(Se) Sou Aquele indevidamente
surgido da fusão das crateras
no tempo presente e no tempo
vindouro.

Sou parte da turba dos que sempre
Andam Solitários na penumbra, mas
que sentem-sabem que pelo fio
tão estranho da sorte
jamais estão sós.

Apenas sei-sinto que não só fu feito
Eu me fiz!

Me fiz irmão dos que escondem o pranto.
Me projetei um ser de sentimentos mutantes.
Almejei sonhos e desejos
viajando a montanhas intransponíveis.

Fui-sou. Jão não posso negar.
Tudo está codificado em mim.


Vinicius Alves Souza, 2006.
Segundo ano de letras (UEG).

março 23, 2009

E mais uma vez ela vinha…
Lançando sobre mim
seus laços de morte,
Mirando em mim
seus negros olhos de morte,
Deixando ao vento flutuar,
Seus cabelos de morte,
Movimentando os músculos do rosto,
Num sorriso de morte,
Cantando para mim,
seu acalanto de morte
Encantando-me, enfeitiçando-me (magia de morte)
Deslizando, ela vinha, lânguida, sugestiva…
Precisa de mim.

Diga Poesia, o que queres dessa vez??
“Que escrevas sobre mim, vocábulos de morte…”
Disse ela, com sua doce voz…
Melaço de morte…

Lorenna Isabella
primeiro ano de letras (UEG)

março 11, 2009

Bem-vindos ao nosso pedaço de lua.

Tire seus sapatos e se estique!

Tire seus sapatos e se estique...

Aqui ninguém usa sapato!

Chegue, tire os sapatos, peça um chá ou café e se estique. Conte seus escritos de gaveta, ou até mesmo aqueles, discretos no rodapé da folha, secretos na última folha de caderno. Uma redação esquecida, as cartas não enviadas, as poesias guardadas, escritos que foram outrora apagados do vidro embaçado ou da areia da praia; os contos, as crônicas, as críticas; a palavra que às vezes mais silencia que fala, que sussurra, ou a que fala, até mesmo a que grita… Expresse toda forma de palavra,EXPRESSE-SE, como quiser, com o que quiser, sobre o que quiser e quando quiser! Aqui ninguém usa sapato!


Primeiramente,sejam Bem-Vindos ao blog de interação dos alunos de Letras da UEG (Universidade Estadual de Goiás) de Anápolis. Chamo a atenção para algumas notas:

  • A idéia deste blog não é exclusividade. Qualquer um, aluno de letras ou não, será sempre acolhido com carinho.
  • Este blog não privilegia nenhuma espécie de escrito, aqui cultiva-se a idéia, esteja lançada em um poema, esteja lançada em um artigo.
  • Origem do nome União LUA: União Letras Ueg Anapólis
  • Aluado é aquele influenciado pela lua, amalucado, lunático. Não tomemos a palavra em seu sentido pejorativo e sim no de que todo aquele que escreve se desliga um pouco das convenções e moldes cotidianos. O escritor é por vezes um tanto aluado, sim, mas o é com a licença da arte! =]
  • AQUI NÃO SE ACEITA preconceito, críticas destrutivas ou comentários de mal gosto. Por favor, respeito ao próximo antes de qualquer coisa!
  • Enfim, ao que mais interessa, o e-mail para onde poderão ser enviados os escritos: uniaolua@gmail.com

  • Se quiserem que o texto possua uma IMAGEM, por favor, ENVIAR A IMAGEM JUNTO AO E-MAIL!